De espetáculo fui às cinzas
Para que pudesse renascer.
Quando as coisas te parecem muito sólidas, elas podem desmanchar. Como aquele castelo de areia que você costrui na praia, no verão passado, lembra? Pois é. Agora só te resta mesmo a lembrança. Levou horas construindo, arrumando, ajeitando, aparando, enfeitando... e de repente veio uma onda e,........................ !
Cadê o construído? Tem alguma coisa aqui, tem alguma forma, mas, peraí... não foi isso que eu fiz! Não fui eu que fiz isso! Mãe, mãe, mãe... me ajuda! Você vê? Você viu? Ei, e você aí, não tinha visto também?! Não era assim! Eu juro que não era!!! Não dá pra acreditar em mim?
Mas nem eu vejo mais. Há uma lembrança, uma sobra, uma sombra do que foi. Mas não é aquilo que eu construí. Mas o que que eu fiz pra ficar assim? Nada. E quem foi que fez? Ninguém. A onda? Quem há de culpar a onda?
Algumas coisas fogem ao nosso alcance. Se colhemos o que plantamos, aprendi que também colhemos o que não plantamos, e ninguém plantou. Só brotou.
Espero que algum dia eu possa reconstruir.
(meu amor, garante.)
..
Já tem outras coisas que eram tão lindas, tão amadas, confortáveis... e de repente....!
Cadê? Dessas só a lembrança mesmo. A lembrança que é só ao que você pode se apegar. E que são felizes de lembrar, mas tristes de viver, pois agora são só elas.
Meu cachorro morreu quinta-feira, com só 1 ano de idade. Mas eu garanto, esse ano foi um dos mais felizes da minha vida. Tem bicho que te entende mais do que muita gente por aí. E esse aqui, não era só a mim. Quem conheceu, sabe.
Dedico essa garatuja a você, Lelinho.
Onde quer que você esteja.

1 comentários:
ai,ni.
que foda!
eu entendo vc,gata.a mel,minha parceira,tbm morreu.semana passada.UM BAQUE!
a gente nem sabe o que faz...
calma que essa mar'e vai passar.a gente nao pode culpar a onde,isso 'e verdade.
beijos!
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