E de repente eu vi que perdi o que eu nem havia ganho. E nem era uma encessidade tão urgente! Pelo menos não parecia ser! E essa tristeza repentina não faz o menor sentido, não é?! Porque afinal, não era tão importante assim! Ou será que era? Olha... talvez fosse! E quem não percebeu fui eu!
Sabe quando você fica triste? Não, não é ficar triste; é ficar triste.
É bem diferente.
Acho que não. Acho que não era tão importante, mas importante era. (Devia ser e eu não sabia, se não, não faz sentido!) Acho que na verdade é porque eu tenho saudades do que não foi, como diria Lenine. Tinha tanta coisa pra acontecer ainda... tanto pra conhecer, pra desvendar, pra perceber, pra sentir e tocar. Ai que vontade...
É tão ruim tirarem de você o que você nem chegou a ter... não curti isso não.
Vacilei!
29 Junho 2005
27 Junho 2005
Papaia com Cassis
Com meu pijama branco a la século XV, com meias verdes e exagerando um pouco, respiro bem fundo na minha janela!
Pareço uma criança...
Durmo de meias verdes e sonho... sonho com o que não tenho fora de um sonho!
Sonho apenas, porque os sonhos realmente só têm nos sonhos!
E, de sonho em sonho...
Pareço uma criança...
E de manhã me estico toda no sol... só porque 10 e meia é a hora perfeita pra acordar...
E o meu sol vinho vermelho creme branco amarelo é quase um papaia-com-cassis, só porque eu quero.
Pareço uma criança...
Adoro comer manhãs com o gosto da minha casa...
Pareço uma criança...
Durmo de meias verdes e sonho... sonho com o que não tenho fora de um sonho!
Sonho apenas, porque os sonhos realmente só têm nos sonhos!
E, de sonho em sonho...
Pareço uma criança...
E de manhã me estico toda no sol... só porque 10 e meia é a hora perfeita pra acordar...
E o meu sol vinho vermelho creme branco amarelo é quase um papaia-com-cassis, só porque eu quero.
Pareço uma criança...
Adoro comer manhãs com o gosto da minha casa...
24 Junho 2005
Esse é meu.
Muito prazer, sou eu.
Eu com meus defeitos.
Eu com minhas sombrancelhas rebeldes,
meu jeito de falar rápido demais e alto demais
minha fala incessante
minha mania boba de querer salvar o mundo
minha mania muito boba de querer agradar a gregos e troianos
meu medo de pensar que esse mundo não tem mais jeito
meu medo de falhar
minha absurdansiedade
minha repentinsanidade
meu complexo de culpa pelas coisas que eu não tenho culpa
minha mania de cutucar o que não deve ser cutucado
e outros mil...
Pelo menos, eu sou.
Eu com meus defeitos.
Eu com minhas sombrancelhas rebeldes,
meu jeito de falar rápido demais e alto demais
minha fala incessante
minha mania boba de querer salvar o mundo
minha mania muito boba de querer agradar a gregos e troianos
meu medo de pensar que esse mundo não tem mais jeito
meu medo de falhar
minha absurdansiedade
minha repentinsanidade
meu complexo de culpa pelas coisas que eu não tenho culpa
minha mania de cutucar o que não deve ser cutucado
e outros mil...
Pelo menos, eu sou.
18 Junho 2005
Nostalgia
Nostalgia, sobre o passado...
Somos nostálgicos porque temos medo.
Medo de esquecer e medo de sermos esquecidos.
Somos nostálgicos, também, pois não sabemos viver o presente.
Dá pra saber disso, porque estamos sempre preparando as coisas pro futuro ou comparando o hoje com o ontem.
Tenho achado que nostalgia não é uma coisa muito saudável.
Pelo menos não para mim.
Já sobre o futuro...
"Não sei se preguiçoso ou se covarde", ouço Chico Buarque dizer para mim e dizer-mim, se é que alguém me entende.
Somos nostálgicos porque temos medo.
Medo de esquecer e medo de sermos esquecidos.
Somos nostálgicos, também, pois não sabemos viver o presente.
Dá pra saber disso, porque estamos sempre preparando as coisas pro futuro ou comparando o hoje com o ontem.
Tenho achado que nostalgia não é uma coisa muito saudável.
Pelo menos não para mim.
Já sobre o futuro...
"Não sei se preguiçoso ou se covarde", ouço Chico Buarque dizer para mim e dizer-mim, se é que alguém me entende.
14 Junho 2005
Valor
Eu tenho um pensamento estranho às vezes. Quando não estou sentindo nada de incômodo físico, um dia absolutamente normal, que meu corpo está funcionando nos eixos e nos trinques. De repente páro e me dou conta disso. (Geralmente no ônibus. Por que que todos os pensamentos mais estranhos vÊm no ônibus?)
É estranho, porque nós geralmentes só nos damos conta de como isso é bom, gostoso, prazeroso, quando estamos doentes e lembramos de como é estar "saudável".
Parece aquele papo moralista e pollyano de "agradeça por estar bem", simplesmnete, mas é que essa é uma sensação específica, e é um tanto quanto engraçada quando eu a sinto.
Por mais moralista e pollyano que possa parecer, a gente realmente devia pensar mais nisso, eu estive pensando. Não pra pensar e estagnar pensando que ali tá bom. Não é uma atitude conformista. É simplesmente dar valor porque está tudo bem. Acho que se a gente fizesse isso a gente ia simplesmente reclamar menos e com certeza progredir mais.
Moralista não.
Só uma constatação.
É estranho, porque nós geralmentes só nos damos conta de como isso é bom, gostoso, prazeroso, quando estamos doentes e lembramos de como é estar "saudável".
Parece aquele papo moralista e pollyano de "agradeça por estar bem", simplesmnete, mas é que essa é uma sensação específica, e é um tanto quanto engraçada quando eu a sinto.
Por mais moralista e pollyano que possa parecer, a gente realmente devia pensar mais nisso, eu estive pensando. Não pra pensar e estagnar pensando que ali tá bom. Não é uma atitude conformista. É simplesmente dar valor porque está tudo bem. Acho que se a gente fizesse isso a gente ia simplesmente reclamar menos e com certeza progredir mais.
Moralista não.
Só uma constatação.
12 Junho 2005
Acesso, Raiva e Desencanto
Agora há pouco tive um acesso de raiva. Gritei, chorei, esperneei, soquei. Depois entrei no banheiro e fiz a mesma coisa; deitei no chão. Demorou um belo dum tempo isso tudo, e ali eu pedi pra que esse puto parasse, e ele não parou. Depois enfiei a cabeça na pia, para esfriá-la, literalmente. Nunca tive os olhos tão vermelhos e o cabelo tão desgrenhado. Entrei no chuveiro, para tomar banho e me acalmar e aquela porra não estava funcionando direito também.
O tempo e o espaço conspiram contra mim. É óbvio que isso não é verdade, mas eu digo que é. Afinal, mentiram pra mim também.
E tudo por causa de um maldito filme velado...
Por que a gente se esforça tanto e não recebe nada em troca?
Eu devia, nessas horas, simplesmente pensar só no meu umbigo e fazer o que me desse na telha, por mais fútil que fosse. Pensar só em mim, em beleza, gastar rios de dinheiro, falar mal das pessoas. As pessoas se sentem melhores fazendo isso. Mas eu não consigo. Não consigo porque ainda acredito que a gente possa ser feliz sem ser egoísta.
Embora a cada dia que passe eu tenha menos provas disso.
O tempo e o espaço conspiram contra mim. É óbvio que isso não é verdade, mas eu digo que é. Afinal, mentiram pra mim também.
E tudo por causa de um maldito filme velado...
Por que a gente se esforça tanto e não recebe nada em troca?
Eu devia, nessas horas, simplesmente pensar só no meu umbigo e fazer o que me desse na telha, por mais fútil que fosse. Pensar só em mim, em beleza, gastar rios de dinheiro, falar mal das pessoas. As pessoas se sentem melhores fazendo isso. Mas eu não consigo. Não consigo porque ainda acredito que a gente possa ser feliz sem ser egoísta.
Embora a cada dia que passe eu tenha menos provas disso.
11 Junho 2005
Menina Boneca ou a Moça de Louça
Mãe, quero sair.
Termine seu bordado, querida!
Mãe, posso ir à venda?
Já terminou os deveres de piano, minha filha? Pois termine-os. A rua ainda é um lugar muito perigoso para você!
Pai, quero ir passear na cidade.
Uma menina de família não deve sair por aí ao léu, minha filha!
Pai, quero visitar Cida.
Peça à criada que lhe acompanhe, sim, querida. E comporte-se bem.
Mamãe, posso ir ver a banda do coreto?
O quê?! Minha filha, isso não fica bem! Uma menina que é vista conosco nas óperas agora indo ao coreto ver a bandinha da cidade! O que dirão de você?!
Cidinha, Lara, Nara e as outras meninas divertiam-se pela cidade. Acima e abaixo!
Tititis para cá, tatatas para lá, e com seus afazeres sempre em dia.
Ah! Essas meninas!
As meninas da praça!
As nossas meninas, dizia a cidade!
E Lilá em casa. Bordado ao colo; mãozinhas ao queixo; um pai à poltrona e uma mãe ao piano.
Óperas, deveres, bordados, boas maneiras ou qualquer coisa de educada, para prevenir-lhe dos "maus caminhos". Ah, sim, e para que se apresentasse devidamente aos amigos do pai e aos filhos deles.
E as meninas lá.
As meninas da praça.
Essas sim eram... qual era a palavra mesmo?
Lilá esqueceu-se.
Pobre menina-moça, era só uma boneca de louça.
Termine seu bordado, querida!
Mãe, posso ir à venda?
Já terminou os deveres de piano, minha filha? Pois termine-os. A rua ainda é um lugar muito perigoso para você!
Pai, quero ir passear na cidade.
Uma menina de família não deve sair por aí ao léu, minha filha!
Pai, quero visitar Cida.
Peça à criada que lhe acompanhe, sim, querida. E comporte-se bem.
Mamãe, posso ir ver a banda do coreto?
O quê?! Minha filha, isso não fica bem! Uma menina que é vista conosco nas óperas agora indo ao coreto ver a bandinha da cidade! O que dirão de você?!
Cidinha, Lara, Nara e as outras meninas divertiam-se pela cidade. Acima e abaixo!
Tititis para cá, tatatas para lá, e com seus afazeres sempre em dia.
Ah! Essas meninas!
As meninas da praça!
As nossas meninas, dizia a cidade!
E Lilá em casa. Bordado ao colo; mãozinhas ao queixo; um pai à poltrona e uma mãe ao piano.
Óperas, deveres, bordados, boas maneiras ou qualquer coisa de educada, para prevenir-lhe dos "maus caminhos". Ah, sim, e para que se apresentasse devidamente aos amigos do pai e aos filhos deles.
E as meninas lá.
As meninas da praça.
Essas sim eram... qual era a palavra mesmo?
Lilá esqueceu-se.
Pobre menina-moça, era só uma boneca de louça.
04 Junho 2005
Speak (what?) Up
Todos já ouviram falar da tal moda das pulseiras LiveStrong e derivadas.
E há uma grande onda das pulseiras que são usadas juntas, uma preta e uma branca, com as frases: Stand Up e Speak Up, uma campanha contra o racismo. Pulseiras da Nike.
O engraçado é essa atitude ser da Nike.
A Nike dizendo "Stand Up, Speak Up", contra o racismo. Levante-se contra o racismo, denuncie o racismo.
Enquanto isso, em suas fábricas em países Subdesenvolvidos, principalmente na Ásia, ela usa trabalho infantil, trabalho semi-escravo, trabalhadores em condições absurdas, ganhando menos de 3% do valor das peças que produzem.
Há várias pesquisas e documentários falando disso. E não é só a Nike, há diversas corporações, em diversas áreas, fazendo coisas horríveis. Destruindo, não dando a mínima ao ambiente e ao ser humano, tanto seus trabalhadores quanto os próprios consumidores.
Sim, há um pouco de entusiasmo momentâneo porque eu vi o documentário" The Corporation" ontem. Mas não é de hoje que essas coisas acontecem nem que eu me indigno com elas.
Agora eu pergunto: devemos "Stand up" e "Speak Up" apenas contra o racismo?
Ou contra grandes corporações que de "humanitárias" não tem nada e ainda usam a campanha contra o Racismo como uma forma de se divulgar e lucrar sempre mais e mais?
Está tudo muito errado...
E há uma grande onda das pulseiras que são usadas juntas, uma preta e uma branca, com as frases: Stand Up e Speak Up, uma campanha contra o racismo. Pulseiras da Nike.
O engraçado é essa atitude ser da Nike.
A Nike dizendo "Stand Up, Speak Up", contra o racismo. Levante-se contra o racismo, denuncie o racismo.
Enquanto isso, em suas fábricas em países Subdesenvolvidos, principalmente na Ásia, ela usa trabalho infantil, trabalho semi-escravo, trabalhadores em condições absurdas, ganhando menos de 3% do valor das peças que produzem.
Há várias pesquisas e documentários falando disso. E não é só a Nike, há diversas corporações, em diversas áreas, fazendo coisas horríveis. Destruindo, não dando a mínima ao ambiente e ao ser humano, tanto seus trabalhadores quanto os próprios consumidores.
Sim, há um pouco de entusiasmo momentâneo porque eu vi o documentário" The Corporation" ontem. Mas não é de hoje que essas coisas acontecem nem que eu me indigno com elas.
Agora eu pergunto: devemos "Stand up" e "Speak Up" apenas contra o racismo?
Ou contra grandes corporações que de "humanitárias" não tem nada e ainda usam a campanha contra o Racismo como uma forma de se divulgar e lucrar sempre mais e mais?
Está tudo muito errado...
02 Junho 2005
Cinco Sentidos
Cidade.
Cansei de olhar pro cinza, pro quadrado, pro asfalto, pro céu todinho arranhado;
De sentir os carros passarem indiferentemente rápidos e levarem meu cabelo junto;
De respirar poeira, engolir concreto;
Sentir o gosto de poluição todo dia quando olho pro céu;
Preciso de férias.
Cansei de olhar pro cinza, pro quadrado, pro asfalto, pro céu todinho arranhado;
De sentir os carros passarem indiferentemente rápidos e levarem meu cabelo junto;
De respirar poeira, engolir concreto;
Sentir o gosto de poluição todo dia quando olho pro céu;
Preciso de férias.
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